Concebida para o arquiteto e sua família durante a pandemia, a construção foi pensada em fases e segue em processo de realização. O terreno, localizado a 1.780 m de altitude, com vista indevassável e abundância de pedras, é um remanescente de campo de altitude — vegetação com características semelhantes às do cerrado, da qual restam poucas áreas preservadas de forma íntegra. Diante desse contexto, o projeto foi concebido de modo a se integrar ao máximo a esse raro paisagismo natural. As construções são relativamente pequenas e buscam dialogar com os elementos e recantos naturais do terreno, suas trilhas, elevações e formações rochosas. Os materiais empregados incluem madeiras provenientes de antigas construções, fechamentos em madeira certificada e isolamento térmico com lã de PET. Na edificação principal, foram utilizadas paredes de taipa de pilão — que empregam a terra local e apresentam elevada inércia térmica — e concreto ciclópico, composto por paredes de pedra moldadas em fôrmas, nas quais as pedras ocupam a maior parte do volume, ficando o cimento restrito à função de ligação. As construções também se valem da orientação solar para otimizar o aproveitamento da energia do sol, utilizando-a como estratégia passiva de aquecimento durante os períodos mais frios do ano.
Concebida para o arquiteto e sua família durante a pandemia, a construção foi pensada em fases e segue em processo de realização. O terreno, localizado a 1.780 m de altitude, com vista indevassável e abundância de pedras, é um remanescente de campo de altitude — vegetação com características semelhantes às do cerrado, da qual restam poucas áreas preservadas de forma íntegra. Diante desse contexto, o projeto foi concebido de modo a se integrar ao máximo a esse raro paisagismo natural. As construções são relativamente pequenas e buscam dialogar com os elementos e recantos naturais do terreno, suas trilhas, elevações e formações rochosas. Os materiais empregados incluem madeiras provenientes de antigas construções, fechamentos em madeira certificada e isolamento térmico com lã de PET. Na edificação principal, foram utilizadas paredes de taipa de pilão — que empregam a terra local e apresentam elevada inércia térmica — e concreto ciclópico, composto por paredes de pedra moldadas em fôrmas, nas quais as pedras ocupam a maior parte do volume, ficando o cimento restrito à função de ligação. As construções também se valem da orientação solar para otimizar o aproveitamento da energia do sol, utilizando-a como estratégia passiva de aquecimento durante os períodos mais frios do ano.
PROJETO: ROBERTO SOMLO
CONSTRUÇÃO : EDILON AZEVEDO
MARCENARIA: SERGIO GILOLI
VIDROS : VIDRAÇARIA DO BETO – CUNHA, SP